A redoma de vidro (The Bell Jar) de Sylvia Plath

Uma jovem nos anos 50 iniciando sua carreira de escritora, rodeada por dúvidas e pelas sombras da depressão. Único romance da escritora e poetisa Sylvia Plath, ‘A redoma de vidro’ traz uma intensa narrativa em que é difícil dizer quando se trata de Sylvia (a autora) ou quando se trata de Esther (a personagem) . É sem dúvida um romance para ser sentido.

Sylvia Plath

Sylvia Plath – Foto do livro

Participava de um grupo do livro, que não existe mais, quando esse livro entrou na lista. Eu que já estava doida pra lê-lo quando dei início à leitura não conseguia mais parar de tão envolvente que é a narrativa.

“Resolvi que nadaria até estar cansada demais para voltar. Enquanto avançava, eu sentia o coração batendo como um motor surdo nos meus ouvidos.
Eu sou eu sou eu sou.”

Apesar de se passar nos anos 50, é tão contemporâneo que poderia ser uma amiga próxima compartilhando comigo sua história. Muitas vezes me vi Esther/Sylvia no meio das minhas dúvidas, do meu tempo passando, das questões feministas, e das cobranças que temos diante da sociedade.

“Me vi sentada embaixo da árvore, morrendo de fome, simplesmente porque não conseguia decidir com qual figo eu ficaria. Eu queria todos eles, mas escolher um significava perder todo o resto, e enquanto eu ficava ali sentada, incapaz de tomar uma decisão, os figos começaram a encolher e ficar pretos e, um por um, desabaram no chão aos meus pés.”

O livro trata também da depressão que a personagem passava e ela descrevia o que sentia de tal forma que muitas das pessoas que o leram comentaram que assim como a personagem, também sentiram uma profunda tristeza no decorrer da história. No meu caso posso dizer me senti sim bastante envolvida com a sua história, porém não cheguei a sentir dessa forma a sua tristeza.

A personagem (tal como a autora) passa por um tratamento em um manicômio devido a uma tentativa de suicídio. Foi diagnosticada com depressão, que na época era tratada de maneira ríspida, como por exemplo, com eletrochoque. Lá Esther conhece outras garotas com algumas síndromes ou como ela com tendências suicidas.

A história que Sylvia Plath nos conta me fez refletir sobre aspectos pessoais, sobre as dúvidas que tenho diante da vida, sobre o que sou, sobre o que esperam que eu seja, sobre o que me faz feliz… É daqueles livros que terminamos, mas precisamos de um tempo para digerir.

Infelizmente este é o único livro da autora que com trinta anos cometeu um suicídio.  Só nos resta agora ir atrás de seus poemas, que foram seus principais trabalhos durante a vida.

Enfim, considero ‘A redoma de vidro’ um dos livros mais envolventes e lindos que já li!

Avaliação: ♥♥♥♥♥ (5/5)

 

Autor(a): Sylvia Plath

Para ver:

Garota Interrompida – Um dos meus filmes favoritos o filme não tem relação direta com o livro, mas trata de manicômios, garotas, e suicídio.

Editora: Biblioteca Azul / Editora Globo

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2 Respostas para “A redoma de vidro (The Bell Jar) de Sylvia Plath

  1. Olá!
    Este livro faz parte da Coleção que a Folha está lançando de grandes nomes da literatura e eu estou comprando a coleção completa,por isso logo vou lê-lo. Foi interessante ver sua opinião sobre o livro, pelo visto é bem intenso! Assim como o filme que você recomendou, me lembro de ter assistido no cinema e ter pensado bastante sobre a história…
    Bjos!
    http://1pedranocaminho.wordpress.com

    Curtido por 1 pessoa

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