Sobre como não me apaixonei por Paris

Primeiramente não ter me apaixonado não significa que não gostei. Foi muito importante ter conhecido Paris, e a razão pela qual não me apaixonei pela cidade, ao contrário da maioria que ao visitar a cidade se encanta, pode ser sido por toda a expectativa que acumulei durante a vida, devido as histórias sobre a cidade, a sua fama de romantismo, e tudo mais. Paris, além de ser um gigante berço cultural devido aos inúmero escritores, pintores, e artistas em geral que viveram na cidade em diferentes épocas tem as suas lindas praças, monumentos, e maravilhosos museus que impressionam de verdade, mas apesar de tudo isso, nos cinco dias que passamos por lá descobri que Paris não é o meu lugar no mundo.

Ao pesquisar sobre a cidade nos blogs e afins muito se fala da dificuldade de se obter uma informação ou gentileza vindo de um francês, por isso decorei algumas poucas frases como: ‘Excusez moi je ne parle pas francais’. 😛  E abusei da minha cada de pau rs.. Posso dizer que não tive problemas com relação a ser mal tratada ou ignorada, eles me respondiam em inglês, ou apontavam no mapa quando não sabiam falar alguma informação.  Pode ter sido fruto de sorte, ou apenas da minha simpatia, (rs) mas a minha impressão com relação aos franceses (apesar de serem distantes como todo europeu), é de que se você for educado e demonstrar que ao menos está tentando falar o seu idioma suas chances de ser bem recepcionado são maiores.

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Essa imagem era um sonho distante para mim

Sonhei a vida inteira em um dia em que veria com os meus próprios olhos a famosa Torre Eiffel. E foi engraçado vê-la de longe conforme o metrô ia chegando na estação Bir Kakeim. Nesses momentos costumo ficar em silêncio com os meus pensamentos me surpreendendo por aquilo existir de verdade. Preciso ver pra crer, acho que é isso! rs

E era real, eu finalmente estava em Paris!

carrossel

Nunca vi tanto carrossel por aí rs

 

A Imigração e chegada:

Como todos os nossos destinos nessa viagem, chegamos em Paris de trem. É na estação em Londres você já passa pela imigração da Inglaterra que carimba a sua saída, e a Francesa que marca a sua entrada. Mas nem perguntaram nada. Apenas entregamos o passaporte e pronto!

Fomos de Londres à Paris pela empresa Eurostar. O trem é bem confortável, e a viagem dura menos de três horas. Eu estava na expectativa de ver/sentir como era passar pelo Eurotúnel, mas já estava muito cansada então capotei e não consegui ver nada mesmo.

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Gare du Nord: nosso destino

Hospedagem:

Ficamos hospedados no Vintage: Hostel & Budget Hotel, que fica localizado há alguns minutos a pé da estação Gare du Nord.

O hostel fica no bairro Montmartre que é conhecido por ter sido um bairro boêmio que abrigou artistas como Toulouse-Lautrec, e foi retratado tanto em suas obras como nas de outros artistas como Van Gogh, na época em que o artista viveu em Paris. Além de ser o bairro do famoso Molin rouge ( que só fui na porta, pois é muito caro) e da Sacré coeur, é claro.

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Vista do quarto, Sacré Couer ao fundo

O quarto em que ficamos era um privativo de casal, com banheiro incluso. Pequeno, porém bastante confortável. Tinha uma TV que deixávamos ligada sem entender quase nada rs… As notícias sobre o Brasil eram sempre sobre o Zica Vírus. E sobre Paris tinham relação com guetos em que viviam muçulmanos ou imigrantes, e que eles estavam desapropriando.

O café da manhã estava incluso, e apesar de não ter muita variedade era ótimo. Pude descobrir o sabor de um verdadeiro croissant (ai que saudade!) rs…

Croissant no café da manhã do hotel

Sim, isso era só meu!😂

A localização é muito boa, utilizamos três estações de metrô diferentes que ficavam há uma distância de cerca de cinco à dez minutos a pé do hostel.

Uma coisa que nos ajudou muito foi que o hostel deixa uns mapinhas de como chegar a cada destino disponível para o pessoal. Diferente de simplesmente pegar um mapa e sair sem ter noção alguma de direção.

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Obrigada, Vintage Hostel!

Ao lado do hostel tinha um mercadinho onde comprávamos as baguetes para as nossas jantas, e outras coisinhas mais, sem precisar se deslocar muito.

Ah! O staff é muito simpático e solícito!

Transporte:

Nosso meio de transporte em Paris foi o Metrô e um tipo de trem que eles chamam de RER, que chega aos lugares mais afastados. Só usamos o RER para visitar o Palácio de Versalhes. Os preços alteram conforme a zona que irá utilizar. Nos primeiros dois dias compramos o transporte de 48 horas ilimitado, e os outros dias avulsos.

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Estações de metrô

Passeios:

Para os lugares que tínhamos certeza que visitaríamos, compramos ingressos antecipados online. Para a Torre Eiffel compramos no site oficial que enviam os ingressos por e-mail (é só imprimir e mostrar na torre – para esse ingresso é necessário marcar data e horário), e para o Louvre no blog Conexão Paris, eles enviam para a sua casa os ingressos e não é necessário marcar a data da visita, pois ele é válido por um ano ( além de vender ingressos o blog é cheio de dicas e informações sobre a cidade).

Chegamos em Paris em um sábado, e o dia seguinte seria o primeiro domingo do mês, dia em que alguns dos grandes museus da cidade tem entrada gratuita! Por conta disso aproveitamos para ir ao Museu Rodin (que nem estava no nosso roteiro).

Segue alguns registros dos passeios que fizemos. Em breve mais detalhes sobre cada um deles!

 

Partida:

Paris não é o meu lugar no mundo, mas é um lugar que recomendo principalmente para quem gosta de arte em geral. Tinha uma ideia sobre Paris concebida da minha imaginação e agora tenho outra depois que a visitei.

Talvez pela época que visitei, pós atentado, em alguns lugares o exército se faz presente , como a Torre Eiffel, e em outros como a Sacré Couer, nem um policial sequer. Acostume-se a abrir casaco, abrir bolsa, ao entrar em uma loja qualquer na Champs-Élysées (nem todas, tá). Precaução se faz necessário depois do que eles passaram. OK! Mas nem chega a ser eficaz o tipo de revista que fazem na minha opinião.

Nas ruas inúmeros mendigos, em sua maioria muçulmanos. E nos pontos turísticos muitos homens de origem africana que insistem de maneira agressiva para vender uma pulseirinha que eles fazem na hora e vão colocando na sua mão mesmo você implorando por favor que não coloquem. Quando visitamos a Sacré Couer e vieram uns dez em cima de nós nos mandando abrir a carteira foi um pouco tenso… 😦

Bom, se vai visitar algum lugar tenha a mente aberta! E se sonha em visitar, vá mesmo que um blog qualquer tente minar os seus sonhos (rs não é isso, tá? :P).

Paris é muito rica culturalmente e posso dizer que aprendi muito sobre arte e história por lá! Considero que valeu sim muito a pena a visita, e que apenas não é um lugar que estou sonhando em voltar o mais breve possível.

Já foi à Paris e teve impressões diferentes da minha? Por favor, me conte aqui!

Abraços e até o próximo destino da série desses posts que é: Amsterdam! 😀

 

 

 

 

 

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2 Respostas para “Sobre como não me apaixonei por Paris

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